![Fonte: Shutterstock pessoa recolhendo água de um rio](https://static.wixstatic.com/media/a63056_53df8dd3d71847cb970584c9657c4814~mv2.jpg/v1/fill/w_850,h_568,al_c,q_85,enc_auto/a63056_53df8dd3d71847cb970584c9657c4814~mv2.jpg)
Nesta semana, foi amplamente divulgado pelos portais de notícia que na capital baiana, em março deste ano houve um caso de cólera registrado. A cólera é uma doença bacteriana aguda que afeta os intestinos. É causada pela bactéria Vibrio cholerae e é transmitida através da ingestão de água ou alimentos contaminados. A cólera é uma doença altamente contagiosa e pode se espalhar rapidamente em áreas com saneamento precário e acesso limitado à água potável.
Em nota, a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente de Salvador informou que o caso foi detectado em um homem de 60 anos de idade que apresentou um desconforto abdominal e diarreia aquosa, em março de 2024. A necessidade de lutar pelo ODS 6 está cada dia mais latente, e notícias como essa surgem como um literal banho de água fria por escancarar realidades tão duras e a desigualdade social e econômica vivida no Brasil.
Uma notícia como essa aponta que no Brasil, infelizmente ainda existem pessoas que não tem saneamento básico ou que transitam por espaços como esse. Um ponto que corrobora com essa visão é a reportagem do jornal Metropoles, que relata a história de diversos brasileiros, que vivem a dura realidade da ausência de saneamento básico e como isso prejudica a educação de crianças do Oiapoque ao Chuí.
O ODS 6 e luta pela erradicação de doenças de veiculação hídrica
As doenças de veiculação hídrica são doenças causadas pelo consumo de água contaminada por microrganismos patogênicos, como bactérias, vírus e protozoários. Essas doenças podem ser transmitidas através do contato com água de fontes contaminadas, como rios, lagos e poços, ou através do consumo de alimentos que foram lavados ou preparados com água contaminada. Além da cólera, ela pode causar outras doenças como: febre tifoide, disenteria e hepatite A.
![Fonte: AI Image Gen Mulher no campo na frente de um banheiro improvisado](https://static.wixstatic.com/media/a63056_7d53ee5664e94ecc8bade3b8775e43dd~mv2.png/v1/fill/w_374,h_368,al_c,q_85,enc_auto/a63056_7d53ee5664e94ecc8bade3b8775e43dd~mv2.png)
As doenças de veiculação hídrica são um problema de saúde pública significativo em muitas partes do mundo, especialmente em áreas com saneamento básico precário e acesso limitado à água potável. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 1 bilhão de pessoas não têm acesso a água potável e que mais de 2 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento básico.
Com base na pesquisa do Instituto Trata Brasil, o país trata apenas 52,2% do esgoto gerado, volume que representa o despejo diário de 5,2 mil piscinas do material sem tratamento no meio ambiente. Dentre os indicadores de saneamento básico analisados no Ranking do Saneamento de 2024, o tratamento de esgoto é o que está mais longe da universalização, mostrando-se o principal gargalo a ser superado.
Segundo o que tem sido veiculado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente de Salvador, nem a pessoa que se contaminou com a doença, nem as pessoas que tiveram contato com ela apresentam sintomas atualmente, porém casos como esse apontam um Brasil que ainda é mostrado por poucos, mas que é vivido por muitos e que por isso é sinônimo de alerta constante.
Anna Luísa Beserra,
Fundadora, Desenvolvimento Sustentável e Água para Todos
LinkedIn: Anna Luisa Beserra
SDW: Desenvolvimento Sustentável e Água para Todos
Instagram: Anna Luísa Beserra
ODS 6, ODS 3
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